terça-feira, 10 de abril de 2007

Estádio de remo será centro de entretenimento e lazer


Os Jogos Pan-americanos começam em 13 de julho e vão até o dia 19 do mesmo mês. A estimativa é que serão 5.500 atletas de 42 países a disputar 28 esportes.


Muitas obras foram iniciadas para dar infra-estrutura adequada aos esportistas e suas equipes. Empregos estão sendo gerados e dentre as obras destacam-se a construção de um parque aquático com capacidade para 10.000 pessoas, a Vila do Pan - onde esses competidores se instalarão - e a reforma do estádio de remo na Lagoa.


O estádio de remo passará por uma obra em duas etapas. A primeira fase consiste em tornar o local apropriado para as provas de remo, canoagem de velocidade e esqui aquático durante o Pan. Após o final do evento, o estádio voltará a entrar em obras, pois o objetivo é transformá-lo em um centro de entretenimento e lazer. Esta segunda etapa do projeto será de inteira responsabilidade da Geln Entertainment, concessionária que administra o estádio. A previsão de inauguração é 1 de dezembro e o centro contará com 6 salas de cinema, 14 lojas, 3 restaurantes, 4 quiosques, além de uma área destinada a eventos e um estacionamento com mais de 300 vagas.


As obras para o Pan começaram devido um acordo feito pela Geln entertainment e o Estado. O governo fica responsável pela importação dos equipamentos eletrônicos, como placares, cronômetros e raias de remo e principalmente pela dragagem da lagoa. Enquanto a concessionária cuidará da construção da garagem para os barcos, o estacionamento e fará a urbanização e modernização do local. No local da antiga arquibancada será erguida uma nova estrutura.

Praias poluídas viram tendência e preocupam profissionais da saúde.

A poluição é a mais nova tendência nas praias do Rio de Janeiro, principalmente na Zona Sul. A população recebe a notícia através da mídia, geralmente de mês em mês, de que a maioria das praias está “imprópria para banho”. Isto significa que está poluída, e essa poluição pode ser causada por fatores químicos, biológicos e físicos. Nos últimos tempos, os episódios envolveram muitos vazamentos de óleo. Essa tem se tornado uma constante e vem trazendo muita preocupação para os moradores das orlas e para os banhistas em geral, assim como para os profissionais da Saúde que se preocupam principalmente com o aumento no número de viroses, entre outras doenças.
Segundo a FEEMA, Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, que monitora a qualidade da água desde a década de setenta, fatores microbiológicos são os maiores contribuidores para a poluição da água do mar. O Dr. Celso Lessa Faria, Clínico geral, confirma essa teoria: “A praia poluída não tem só coliformes fecais. Tem praticamente todo tipo de lixo porque o lixo dos esgotos vai justamente para o mar”.
Nos últimos tempos o número de viroses no Rio tem aumentado drasticamente. Elas estão cada vez mais fortes e difíceis de tratar, e as praias poluídas podem estar servindo de meio contaminador, já que ir a praia é um dos programas prediletos dos cariocas. O importante é que as pessoas tomem consciência que precisam evitar o contato com a praia poluída. Letícia Goncalvez, moradora de Ipanema, afirma que ao perceber que a praia está poluída, ela não entra no mar de jeito nenhum: “Porque eu vou me expor desse jeito? Não entro mesmo”. Já Pedro Sá, estudante de jornalismo, afirma; “Geralmente quando eu entro no mar eu procuro sempre não engolir água, porque não sei da sua qualidade. E quando fico sabendo que a praia está poluída e está muito calor eu me contento em apenas tomar banho no chuveirinho”.
Tem que haver uma preocupação das pessoas com a qualidade da água porque pela água poluída pode se pegar várias doenças. Segundo o Dr. Celso todo o corpo humano pode sofrer com a poluição do mar: “É quase impossível não engolir água quando se entra no mar, e essa ingestão pode prejudicar todo o aparelho digestivo, além de causar infecções urinárias e também doenças de pele, causadas pelo contato com a água poluída. Outra doença muito séria é a Hepatite A, que se pega via oral” Segundo o clínico, todas as pessoas podem pegar uma doença através do contato com a água poluída, não importando a sua idade. A única coisa que talvez faça a diferença é a situação do sistema imunológico da pessoa, que é o sistema de defesa do organismo. “Se as pessoas procurarem se alimentar direito, esquecendo um pouco o Mc Donald´s, procurando comer legumes, verduras e frutas, o organismo vai ficar muito mais forte e mais resistente a esses tipos de problemas. Lavar o nariz com soro fisiológico ajuda a manter o sistema respiratório limpo, o que também ajuda a manter o organismo saudável”. No site da FEEMA as pessoas podem encontrar algumas sugestões para se proteger, como por exemplo, não entrar no mar depois de um dia de chuva. Enquanto as autoridades não tomam medidas que possam deixar as praias menos poluídas, a população precisa saber como se proteger e evitar ao máximo se expor.

UMA BRINCADEIRA, UMA IDÉIA, UMA PAIXÃO

Todo mundo já ouviu falar um dia em futebol americano. Aquele praticado nos EUA, onde brutamontes com uma espécie de armadura, luvas e capacetes, derrubam uns aos outros toda hora e tentam fazer com que um de seus companheiros passe com a bola por uma linha. Falando assim, parece fácil de se entender esse esporte que lota todos os estádios na terra do Tio Sam e lá movimenta milhões em dólares, mas não é tão simples assim. Para se ter uma idéia, a final deste campeonato chamado de Super Bowl registra todo ano um dos maiores índices de audiência da TV Mundial.
No ano de 1992, um grupo de amigos brasileiros influenciado pelo esporte americano, começou a organizar pequenas disputas entre eles como uma brincadeira. Para isso, só precisaram de alguém com conhecimento do esporte praticado lá fora e de uma bola oval nos padrões do futebol americano, depois foi só ir para o campo. Campo? Que nada, se somos brasileiros e ainda por cima cariocas, vamos jogar na praia. “Começamos a jogar nas praias como um passatempo mesmo, mas percebemos que à medida em que íamos jogando conseguíamos mais adeptos ao jogo. Até o dia em que resolvemos formar times e começar o campeonato. Depois disso o que era uma brincadeira virou uma paixão”, falou Rodrigo Hermida, jogador e coordenador do Rio de Janeiro Sharks. E foi assim que o futebol americano, jogado em todo litoral do Rio de Janeiro ganhou grande proporção e passou a ser chamado de Carioca Bowl.
Esse ano, as equipes ainda estão em fase de treinamento e seleção de jogadores e o campeonato promete. Ano passado jogado em um novo sistema de grupos, a versão carioca do futebol americano foi um sucesso total. A ponto de uma das melhores equipes, o América Red lions, conseguir um patrocínio por sua competência e organização. Isso mostra que no esporte o trabalho sério aliado à diversão também traz resultados. Assim como o América Red Lions, o Flu Gorilas também tem seu apoio. O Fluminense cede infra-estrutura e material esportivo para a prática do futebol americano. O Carioca Bowl está caminhando para sua sétima edição e reúne times de diversas praias do litoral Carioca. “Temos times que jogam em Copacabana, Ipanema, Leme, Botafogo, Barra da Tijuca, Niterói e até em Saquarema”, afirma Hermida. Hoje o campeonato é disputado por pessoas de diversas idades, pesos e tamanhos. “Na defesa precisamos de jogadores fortes e, no ataque, eles devem ser mais ágeis”, explica Gabriel “Red Bull”, jogador do Tijuca fênix e um dos artilheiros da temporada passada. Se você se interessou pela nova febre das praias e deseja jogar por um time no Carioca Bowl 2007, procure o time mais próximo de sua casa e comece os treinos!

Aquecimento global vira tema na coleção Inverno 2007




No dia 24 de janeiro começou o calendário oficial da moda brasileira com o São Paulo Fashion Week, considerado um dos maiores eventos de gênero do mundo. O desfile teve o objetivo incentivar o reflorestamento de espécies nativas da Mata Atlântica para compensar as emissões de gás carbônico, o vilão do efeito estufa e do aquecimento global. Com isso, os estilistas se inspiraram em tecidos que não agridem o meio ambiente e suas criações foram desenvolvidas com materiais como couro vegetal, algodão orgânico, garrafa pet reciclada.O desfile incentivou estilistas, grifes e parceiros a buscar novas estratégias que tenham como prioridade a criação de produtos sustentáveis e conscientizar a sociedade para a preservação das matas . Isso em toda a cadeia de produção, desde a escolha de matérias-primas ecologicamente corretos, passando pela qualificação da mão-de-obra até a distribuição do resultado final nas lojas.

A coleção mostrou uma variedade de vestidos (de um ombro só a modelos tomara-que-caia), em combinações de tons fortes de roxo e rosa, amarelo e verde. O que se viu na passarela foi uma coleção repleta de bolsos, capuzes, bolsas, mochilas e casacos, estampas geométricas, vestidos marcantes, curtos, justinhos, elegantíssimos, no tom preto e azulado.

O verde está em alta este ano, pela questão levantada sobre o desmatamento, isso faz com que as estampas que tem a ver com a natureza ganhem espaço. Tecidos com peixinhos, borboletas, folhagens, oncinha , tons florais voltam com tudo principalmente na moda praia.Como o biquíni está presente tanto no verão, quanto no inverno, e é uma peça útil o ano todo no Rio de janeiro , Eliane Cardoso, gerente da Bumbum de Ipanema, afirma que a tendência para este ano são as cores branco, marrom,laranja, vermelho, azul turqueza que são cores cítricas.


Este ano deve prevalecer o estilo psicodélico, tudo muito largo, solto e curto, formas geométricas e as listras ganham força. As cores para o inverno são vinho, verde, branco e muito acessórios,como colares , pulseiras e principalmente a prata ganham destaque nesta próxima estação.Explica Fernanda Batista Costa, vendedora da Espaço Fashion de Ipanema.

Fast-food ganha aliado


Os famosos hambúrgueres dos fast-food, ganharam um aliado. O sociólogo americano Barry Glassner lançou o livro “The Gospel of Food – Everything You Think You Know about Food is Wrong” (A Bíblia da comida - Tudo que você pensa que sabe sobre comida está errado). Barry tenta acabar com o senso comum negativo que as pessoas tem em relação às lanchonetes.
No livro, o autor fala sobre a ascensão, ou a derrocada, de alimentos citados em pesquisas compradas por empresas, por exemplo de produtos dietéticos; sobre a associação errônea de cada alimento com a saúde. O autor cita também a questão da obesidade e o aumento da compra indiscriminada de produtos dietéticos.

Slow Food
Apesar do livro ser um sucesso de vendas nos EUA, existem pessoas que nem tão cedo comerão hambúrguer ou batata-frita. Iniciado na Itália nos anos 80, e hoje com mais de 100.000 membros, o movimento Slow Food tem como símbolo um caracol e é contrário ao consumo deste tipo de alimentação rápida. Para os adeptos do movimento, ao consumir este tipo de alimento, você está interferindo não apenas na sua saúde, mas também na política, na economia, na medicina, entre outras áreas. “Buscar uma alimentação prazerosa e em equilíbrio com a natureza é uma atitude política. O problema é que a velha tradição militante ainda despreza a complexidade e beleza do ato de comer”, sustenta o Carlo Petrini, fundador do Slow Food.

Além de incentivar pequenas propriedades e produções rurais, dar apoio técnico e financeiro, também promove encontros para a discussão de novos pratos e descobertas de alimentos. Aqui no Brasil, em Tocantins por exemplo, os índios Krahô utilizavam um tipo de milho, em risco de extinção, para a produção de broa. Com o apoio do Ministério de Desenvolvimento Agrário, a EMBRAPA criou um banco de sementes, o que permitiu a continuidade do consumo daquele milho. Apesar de existirem muitos movimentos contra as redes de lanchonetes, o consumo no Brasil ainda é muito grande. A praticidade e a correria do dia a dia faz com que seja normal aderir a este tipo de alimentação. Em The Gospel of Food, Glassner questiona críticas feitas ao McDonald´s e Burger King e garante que não devemos sentir culpa ao comer lanches em fast-food, e para isso se deve saber o que é mito e o que são meias-verdades para que se possa desfrutar deste tipo de alimento.