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terça-feira, 8 de maio de 2007

Copacabana é tomada por manifestantes que apóiam o uso da maconha


Copacabana foi palco, no último domingo, de uma marcha que reuniu cerca 250 pessoas, que são à favor do uso da maconha. A concentração estava marcada para às 14h00 e a saída aconteceu às 16h20.
O promotores do evento são Ong's que apóiam o uso da erva Canabis Sativa e lutam contra a repressão. Segundo os organizadores, a liberação do uso diminuiria violência. Durante o evento foram vendidas máscaras do governador Sérgio Cabral, do músico D2 e do deputado federal Fernando Gabeira - que já apoiaram a causa. O uso do adereço foi incentivado para aqueles que não quiseram se expor, mas não puderam deixar de participar. Além das mácaras, que deram um toque de humor, muitos ficaram surpresos com a presença do Secretário Estadual, Carlos Minc. A assessoria de comunicação do Palácio Guanabara, disse que a marcha é democrática e que não há necessidade de impedir o uso da imagem do governador, Sérgio Cabral.
Quem parece não ter gostado muito da idéia foi o prefeito do Rio, César Maia. Ele afirmou que o encontro é uma apologia ao crime, e que o site da ONG estimula o uso da erva. A polêmica começou com a divulgação do panfleto, que tem a silhueta do Cristo Redentor. E no site dos organizadores, há dicas do uso e do cultivo da planta.
No fim do protesto, não houve confusão. E o dia, que foi o mesmo em que eram comemorados os 199 anos da Polícia Civil, acabou com a seguinte declaração de José Mariano beltrame, Secretário de Segurança: " O movimento é pacífico e democrático. Não serão reprimidos."

terça-feira, 10 de abril de 2007

Túnel Sá Freire Alvim prejudica moradores de Copacabana

Rachel Lamm

O Túnel Sá Freire Alvim, que faz a ligação entre as Ruas Barata Ribeiro e Raul Pompéia, está com lixo e dejetos espalhados, mendigos morando por toda sua extensão e cheiro de fezes e urina, o que espanta os pedestres que precisam utilizar a passagem e incomoda moradores.
Os alunos e funcionários da Universidade Estácio de Sá são muito prejudicados com a desordem do túnel, já que o estabelecimento fica próximo ao local. “Eu atravesso para vir pra cá e tenho que me desviar dos mendigos. Às vezes me arrisco e vou caminhando por meio da pista. Já pela manhã é um horror. Raramente à noite, vem uma viatura da polícia expulsá-los, mas quase nunca acontece”, afirma um dos seguranças da universidade, Mário Valdo.


A sujeira é vista por todo o percurso, do começo ao fim. Muito entulho, fezes, urina etc. Um verdadeiro depósito de lixo. Segundo a Comlurb, a limpeza acontece diariamente pela manhã e à noite. Mas os “moradores” do túnel impedem uma lavagem completa e agem agressivamente com o pessoal da limpeza.

Nos prédios próximos ao local, o cheiro se espalha e incomoda os moradores que se sentem vítimas da falta de cuidado. “O cheiro é muito ruim. Para nós moradores, é uma vergonha termos que nos deparar diariamente com esse odor forte”, afirma um morador.
Outro problema é falta de luz. Quase não se enxerga nada, mesmo de dia. “Acho muito escuro, não dá para ver nada. Estava pensando em atravessar, mas desisti por causa da escuridão”, reclama o pedestre, Jean dos Santos.


A aposentada Heloísa Giffoni, há 70 anos em Copacabana, conta que nunca viu o bairro nesse estado. Seu imóvel, que fica nas redondezas do túnel, desvalorizou muito com a falta de cuidado. Hoje, a aposentada não o atravessa mais e faz questão de dar a volta pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana, mesmo se estiver atrasada.

De acordo com a Guarda Municipal, não há um posto próximo ao local e isso dificulta um monitoramento eficiente na área. Só há fiscalizações em lugares conturbados em caso de denuncia. Os freqüentadores do túnel Sá Freire Alvim podem fazer reclamações através da guarda municipal pelo telefone 2286-5262.